quarta-feira, 12 de novembro de 2008

R.F (Retrato da Favela)

Entrevista com a banda RF

Como surgiu o nome Retrato da Favela o mais conhecido RF?
O nome RF surgiu da vontade dos componentes retratarem o que acontece na realidade suburbana. Mais para chegar esse nome foi muito difícil muita pesquisa. A banda já teve diversos nomes como: CB4, Revolução Verbal e outros... mas decidimos Retrato da Favela porque tem mais a ver no que passamos nas nossas letras.

Como começou a banda RF?
Começou em 2005, no mesmo ano já estávamos fazendo participações. Sempre se encontrando no Fliperama do Seibe. Com Arthur (18 anos), Victor(18 anos), Rodrigo(17 anos), Alisson(18 anos), Everton(20 anos). Se unimos para fazer o que sempre gostamos .
Com vontade de cantar e se identificando com o rap começamos o RF em 2005 no Fliperama daqui de casa ( casa de Everton) fazendo as letras e ensaiando no mesmo local.

Quais foram suas principais apresentações?
Foram em Juazeiro, Ilhéus, Paulo Afonso, Jequié e em Plataforma e umas das apresentações mais importante foi a do Boiadeiro.

O que vocês acham dos cantores de rap e se com o rap da pra sobreviver?
Os cantores de rap “MC`S” primeiramente não deixam de ser um Ser Humano como qualquer outro. É muito difícil sobreviver do rap porque o mercado musical esta bastante estreito.


Qual a mensagem principal que vocês tentam passar em suas letras?
É passar o que acontece no nosso cotidiano. Mais sempre destacando a PAZ, a consciência e também o que gostamos mais de falar nas nossas letras são sobre os direitos humanos, que não são assistidos ; só a falta desse fator abraça todos os problemas que ocorre na periferia.

Como vocês vêem a questão da sociedade julgar o rap como maginalismo?
Nós vermos de uma forma bem simples, tudo que vem das camadas sociais mais baixas da periferia são encaradas como marginalizadas. Desde já lanço uma pergunta para quem fala que o rap é marginalizado. O que é marginalização?
Pois rap também é conteúdo.

Em quais bandas de rap vocês se inspiraram?
Nothorious big; Dj bandido (do quilombo); Rosana Bronks; T$G; Racionais; Mv bill

Depoimento Everton (fiel)
Sempre com vontade de cantar desde pequeno, encontrei no rap o meu caminho, primeiro fiz a união com Victor em 1998 sabendo que o rap nesse tempo era bem menos valorizado em Salvador. Foi muita luta para continuarmos trilhando nesse caminho, mas está “Tudo Nosso”.

2 comentários:

Anônimo disse...

e ai familia R.F aqui quem fala é o Mc,s Guerreiro do fuzileiro da rima da cidade baixa(uruguai)manos os sons que vocês fazem é o que o suburbio estava precisando muito informação que com as suas letras de rap vocês levam a informação de uma forma que todo mundo gosta Firmeza total não deixe o rap morrer no suburbio tudo nosso aliado.

Unknown disse...

"O rap é arte de força e respeito, marginalizado por vir lá do gueto..."
essa frase, na minha concepção, mostra o que o som do R.F.